Publications
Login
The neuroscientist's brain

Hoje

Aulas, aulas e mais aulas...

Posts recentes
Busca no site

Comentários da neurocientista de plantão sobre a vida, o universo, e tudo mais

Entries in Direto do laboratório (51)

Monday
Jun172013

Deu na BBC: "Professor's 'brain soup' experiment shows cognitive power"

Logo depois do TEDGlobal, dei uma entrevista sobre nosso trabalho sobre o que nos torna humanos para a rádio BBC de Londres. Está disponível, com áudio e texto, aqui.

Monday
Jun172013

Teve sopa de cérebro no TEDGlobal 2013

Participar como palestrante do TEDGlobal 2013, na Escócia, foi uma das melhores experiências que eu já tive. A produção foi profissionalíssima; o altíssimo nível de exigência dos organizadores com a palestra foi um desafio divertido que me fez preparar a melhor palestra que eu já dei até hoje; e estar lá, no meio de tanta gente interessante e interessada, foi muito refrescante.

Enquanto a palestra não fica disponível no TED.com, já está no blog deles uma matéria sobre minha apresentação.

 

Monday
Jun172013

No Brasil como na África: o estado da neurociência por lá - e por cá

Ai, ai. Os posters são quase todos medíocres - tirando um punhado do Sul. As palestras dos cientistas locais são, em sua grande maioria, sofríveis. A ciência essencialmente não inova, só repete. O impacto mundial da ciência feita ali é muito baixo. Soa familiar?
O estado da neurociência na África, onde estive para a reunião anual dos neurocientistas africanos, é tão sofrível que quase faz o Brasil parecer uma potência - mas o problema é o mesmo: a teimosia em dissolver recursos para fomentar a mediocridade ao invés de concentrar recursos para criar uns poucos centros de excelência. Ouvi de um dos participantes do IBRO (Internacional Brain Organization) uma proposta sensacional de concentrar recursos para criar quatro grandes centros de pesquisa e formação de recursos humanos nos extremos norte, sul, leste e oeste do continente, com condições de fazer pesquisa "a nível de pós-graduação", e deixar as universidades locais manterem seus poucos laboratórios "a nível de graduação" para fomentar a ciência por aqui. 

Seria uma excelente política de longo prazo: primeiro formar pensadores originais com recursos de trabalho (ao invés de continuar tendo apenas "cientistas" de nível de graduação), para que então essas pessoas pudessem fundar novos centros em seus países.

Acham que ele tem apoio? Não. Preferem continuar com a política de fomentar a sub-mediocridade (lembrem que "medíocre" não significa "sofrível", e sim apenas "mediano") espalhando bem fininho o pouco dinheiro disponível.

É o mesmo problema da ciência no Brasil: ficam dando dinheiro para uns projetos sofríveis só para dizer que dão dinheiro, ao invés de selecionar direito, reconhecer méritos e concentrar recursos naqueles que são de fato bons. Estive recentemente em uma reunião da FAPESP com a presença da Natura, interessada em investir na criação de um centro de pesquisa, onde a proposta de criar UM centro de excelência foi defendida apenas por mim e mais dois ou três: os outros vociferaram contra, argumentando que seria "injusto com as outras cidades". É a política do se-não-pode-ajudar-todos-então-não-se-ajuda-ninguém. E assim continuamos não fazendo nada.
Em meu próprio instituto, minha proposta/manifestação de esperança de que os grupos de pesquisa considerados "excelentes" por uma avaliação externa recebessem apoio especial foi atacada por uma colega que defendeu o investimento, ao invés disso, nos grupos avaliados como "fracos". Eta cultura danada, em que ser bom é feio...

 

Monday
Jun172013

Profissionalização do cientista: o que é, e o que NÃO é

Venho recebendo muitos convites para dar palestras em universidades sobre a proposta de profissionalização do cientista. O assunto é extremamente importante para mim, mas infelizmente não tenho como atender a todos esses pedidos. De qualquer forma, disse tudo o que eu queria dizer a respeito na palestra/discussão organizada na UFRJ em maio de 2013, que foi registrada em vídeo graciosamente pela produtora Videociência, que disponibilizou o vídeo no youtube.

Peço a todos os que me convidaram a dar outras palestras sobre o assunto, e aos que quiserem me convidar, que repassem por gentileza o link para o vídeo (ou para este post) aos seus alunos, jovens cientistas ainda "estudantes", e quem mais tiver interesse. Obrigada!

Monday
Jun172013

O que nos torna humanos? Palestra no Sackler Symposium (NAS 2012 - em inglês)

Palestra no Sackler Symposium "In the light of Evolution", National Academy of Sciences - USA, janeiro de 2012. Meu artigo de revisão na PNAS que acompanha a palestra está disponível aqui.

Monday
Apr222013

Não é "salami science", não; é falta de originalidade, mesmo...

Um artigo publicado na Folha de São Paulo mostra que a produção científica do Brasil aumentou, mas o impacto médio da nossa ciência, medido pelo número médio de vezes que artigos brasileiros são citados, caiu. O artigo da Folha cita duas razões possíveis: a inclusão de revistas brasileiras (de baixo impacto) na nova conta, e a suposta pressão por "fatiar" trabalhos grandes em trabalhos menores.

Eu não vejo esse problema; um trabalho de qualidade e relevância será citado não importa se "fatiado" ou não, pois não é a quantidade de resultados que torna um achado importante. O problema beeem maior em nosso país é falta de originalidade, mesmo, aliada à maldita tendência dos jovens de continuar nos laboratórios de seus ex-orientadores fazendo mais do mesmo. Pesquisa assim só tende a ficar cada vez mais focada em detalhes, cada vez mais míope, e portanto cada vez com menos impacto. Ideias originais, por outro lado, são as que têm mais chances de chamarem a atenção e ganharem público, citações - e, assim, impacto. 

Jovens, vão fazer coisas novas!!! Perguntem-se se querem mesmo continuar no mesmo laboratório após o doutorado investigando mais detalhes do mesmo assunto, ou se querem aprender a pensar em algo novo em um pós-doc! Pensem em novas questões, não apenas mais do mesmo!!!

Wednesday
Mar272013

O que eu não disse no Roda Viva

Dia 25 de março tive a honra de ser a entrevistada no Programa Roda Viva, da TV Cultura, com a oportunidade de falar sobre como é fazer pós-graduação e ciência no Brasil. Fiquei pensando depois no que eu não disse a respeito, mas gostaria de acrescentar, então segue aqui:

- que eu lamento o engessamento do nosso sistema que, por ser estatizado, não permite agilidade de contratações, tanto pela universidade quanto pelos laboratórios. Nos EUA, por exemplo (atenção, polícia de plantão: falo dos EUA simplesmente porque é o exemplo que eu conheço melhor, pessoalmente, e não porque acho que tenhamos que copiar tudo o que vem de lá, porque não temos. Tem várias coisas erradas por lá, também) - enfim, nos EUA até mesmo as universidades estaduais têm autonomia para buscar, selecionar e contratar quem eles quiserem, em todos os níveis, do assistente de laboratório ao chefão supremo do departamento. O mesmo tipo de autonomia faz falta também nos laboratórios daqui: eu gostaria, por exemplo, de poder contratar rapidamente cientistas que têm as habilidades específicas que faltam em minha equipe. Mas não posso; tenho que elaborar um projeto, pedir bolsa de pós-doutorado já com o nome do candidato, e passar meses esperando uma resposta (enquanto isso, esse candidato faz o quê???). Também gostaria de poder demitir com agilidade quem não faz o seu trabalho. Mas não posso fazer isso sem pensar nas consequências para o programa de pós-graduação, que é avaliado pelos seus bolsistas, e "pega mal" na avaliação pela Capes ter bolsistas que "abandonam" o curso no meio. Se fossem considerados trabalhadores, como de fato são, não haveria problema na demissão por justa causa. E, claro, deveríamos poder contratar PESQUISADORES para fazer PESQUISA, e não sermos obrigados a contratá-los (concursá-los, na verdade) como "professores", muito menos com um contrato surrealmente ad eternum, que NENHUMA empresa comete a insanidade de oferecer aos seus empregados...

- que nos falta, no Brasil, financiamento privado. Não temos a cultura do patrocínio da ciência por pessoas jurídicas, nem de fundações e organizações com prêmios e grants privados de apoio à ciência. Também não temos a possibilidade de receber doações diretas de pessoas físicas. As mídias sociais hoje viabilizam esse tipo de apoio, que eu quero começar a incentivar em breve. Me aguardem! :o)

- que implantei recentemente em meu laboratório um sistema "capitalista" de remuneração pelo trabalho feito, e que está sendo sucesso absoluto de produtividade e motivação! No momento estou pagando por grama de tecido processado. A produtividade mais do que duplicou, sem qualquer perda de qualidade. Mais tarde eu comento meu experimento!

 

Wednesday
Mar062013

Quer ser vegetariano? Seja, e seja feliz - mas não fique impondo isso aos outros!

A revista Claudia de fevereiro tinha uma entrevista comigo sobre meu trabalho com Karina Fonseca-Azevedo mostrando que passar a cozinhar alimentos pode ter sido fundamental para a evolução humana. No meio da entrevista, sobre a pergunta "vegetarianos têm mais chances de ter boa memória, bom raciocínio e um cérebro mais ativo do que pessoas que comem carne?", respondi "Não. Vegetarianos têm grandes chances de não ingerirem quantidade suficiente de proteína, o que faz falta para a manutenção do bom funcionamento do cérebro. É fundamental ingerir proteínas suficientes, sobretudo no início da vida, quando o cérebro está em desenvolvimento. Crianças, e muito menos bebês, não devem ser submetidos a dietas vegetarianas por seus pais, e se forem, é preciso haver acompanhamento médico estrito para assegurar que não há deficiência nutricional e calórica. Impor uma dieta crudívora a um bebê humano ou criança é, no meu entendimento, uma temeridade. Esse tipo de restrição alimentar deve ser feito somente por adultos sob sua própria conta e risco, e sem impô-lo a terceiros."

A polícia proselitista de plantão, leia-se o médico Eric Slywitch, diretor da Sociedade Vegetariana Brasileira, pediu minha retratação, e conseguiu espaço no próximo número da revista, cuja diretoria, acabei de saber, resolveu fazer uma matéria sobre vegetarianismo.

Respondi à Claudia, sobre o pedido de retratação, que ""Ratifico minha posição na entrevista concedida à CLÁUDIA. A dieta vegetariana não é necessariamente prejudicial, mas PODE ser prejudicial se não incluir fontes suficientes de proteína. Médicos, naturalmente, sabem julgar e recomendar uma dieta vegetariana adequada para uma criança; leigos, no entanto, muitas vezes não saberão fazer isso. Recomendo cautela e acompanhamento médico, portanto, antes de impor uma dieta vegetariana a uma criança ou, sobretudo, bebê". (ênfase no IMPOR, por favor, porque é isso que os pais fazem, por pura ideologia!!!)

Saco. "ismos" são um saco. Acho que todo mundo (leia-se cidadãos adultos) deve ter o direito de escolher o que quer comer, se quer temer ou adorar algum Deus e qual, por que time de futebol torcer, e deve esperar ter seu direito respeitado. Mas impor isso aos outros, ou ficar explicando "por que o meu -ismo é melhor do que o seu", é arrogantemente ignorar o direito dos outros de escolher diferente.

Friday
Mar012013

O que fazer quando você é convidada por... ser mulher?

Caros leitores do outro lado da tela, uma ajudinha mental, por favor. A questão é a seguinte: semana que vem temos o dia internacional da mulher, e eu recebi há alguns meses um convite gentil para ser palestrante de um simpósio de Mulheres na Ciência. Entendi que a proposta não era discutir as dificuldades de fazer ciência sendo mulher, e sim apresentar mulheres cientistas. Se fosse para comentar as particularidades de ser cientista mulher, eu teria topado na hora. Mas eu tenho um dilema moral paralisante sobre ser convidada a palestrar POR ser mulher, então levei semanas sem responder. O convite foi gentilmente repetido, então expus meu dilema, fui gentilmente assegurada de quão importante seria minha participação... e acho que continuei paralisada por meu dilema moral e não respondi - o que quer dizer que não estarei lá na sexta-feira que vem.

As razões do meu dilema: (1) não gosto de reforçar segregações de gênero, e portanto não gosto de endossar eventos do tipo "Mulheres nisso ou naquilo". Acho que um evento chamado "Homens na ciência" seria prontamente repudiado, não? E (2) entendo a razão de ser de ações afirmativas, mas, francamente, acho que elas são desmoralizantes ao passar a mensagem pública de que "você foi escolhido porque é _______", e não pelo seu mérito. 

Ou estou exagerando e deveria, sim, ter aceitado o convite? Como vocês vêem, não estou convicta nem que sim nem que não - donde a paralisia mental para responder ao email mencionado. Argumentos pró, contra, ou mais ou menos, por favor? :o)

Thursday
Feb282013

Por que ainda não fiz minha prestação de contas: um diário bem-humorado

Estou em campanha por uma série de coisas relativas a como a ciência é feita no Brasil, e aqui tramando como contribuir para fazer acontecerem as mudanças que eu busco. Uma delas é não ser mais responsabilizada pelas prestações de contas do laboratório (além de não ter que ser minha própria secretária, administradora, técnica, bombeira hidráulica, agente de viagens, telefonista, faxineira, boy, essas coisas). No espírito então da divulgação científica, e em nome da valorização dos cientistas brasileiros que têm um dia-a-dia semelhante ao meu, começo aqui um diário ao contrário (porque as novas entradas sempre estarão no alto deste post) das várias razões pelas quais minhas prestações de contas ainda não estão prontas :o)

META: encontrar tempo para fazer uma prestação de contas em formulário online para o CNPq, de prazo já vencido, e duas prestações de contas para a Faperj, em planilhas offline bem mais amigáveis, para auditoria em junho e setembro.

RAZÕES PELAS QUAIS A META AINDA NÃO FOI ATINGIDA: veja a seguir

 

Quinta-feira, 28/2/2013

Grau de possibilidade de fazer qualquer tipo de prestação de contas hoje: NULO

Razões: 

- Manhã passada em casa revisando inesperadamente artigo sobre crescimento do sistema nervoso central de crocodilos conforme os bichos crescem. Meu colaborador na África do Sul precisa da versão final para ONTEM, para cumprir o prazo para obtenção de bolsa da aluna que está encabeçando o projeto. Isso, então, passou a ser a meta do dia. Chance de terminar essa revisão hoje de fato: NULA.

- No laboratório, antes de sentar com uma aluna para rever sua dissertação de graduação: meia hora ensinando nossa técnica a descascar a substância cinzenta do córtex cerebral do elefante. Chance de terminar a revisão do artigo dos crocodilos ao mesmo tempo: NENHUMA.

- Uma hora de trabalho previsto com a dita aluna na dita dissertação de graduação. Chance de olhar para a nota fiscal na minha mesa esperando ser classificada para uma nova, futura prestação de conta: NULA. Chance de sequer pensar nas três prestações já vencidas: NEGATIVA.

- Início da tarde: reunião com sócios-comparsas-no-complô-atual-para-mudar-o-financiamento-da-ciência-no-país, infelizmente exatamente na hora em que era para eu estar assistindo à apresentação do cara da Fundação Bill Gates sobre como podemos pedir dinheiro para eles. Relação com as prestações de contas por fazer: EXISTENTE PORÉM FANTASIOSA, já que meus planos nem-tão-secretos assim envolvem conseguir contratar um contador para o laboratório.

- Fim da tarde: volta ao laboratório, com direito a engarrafamento inesperado (ou sou só eu que ainda não espera encontrar engarrafamento às 3 da tarde?), para revisar um resumo ultra-urgente de colaboradores em Praga cujo prazo para envio é amanhã. Chance de dizer "só depois de fazer a prestação de contas": NENHUMA

 

Quarta-feira, 27/02/2013

Grau de possibilidade de fazer qualquer tipo de prestação de contas hoje: NÃO-NULO

Incidência observada de qualquer esforço de fato exercido para prestar contas: NULA

Razões: 

- Prioridade do dia: fazer finalmente a revisão de um artigo convidado para uma revista que precisa, há dois meses, ser ressubmetido logo.

- Atividade do dia, de fato: começar a revisar o artigo dos crocodilos que me caiu inesperadamente no colo, com prioridade para ONTEM (sempre é assim...).

- Atividades não programadas para o dia mas realizadas assim mesmo, em detrimento de qualquer chance de prestar contas: passar na administração do Instituto para tirar foto para crachá; explicar aos alunos do laboratório, interessados em estágio estrangeiro, como funcionam a pós-graduação e o sistema de tenure nos EUA e na Europa; escrever carta para a Zeiss poder exportar o equipamento defeituoso que eles trocaram na garantia para mim; escrever cheque para pagar um fornecedor, lançar o pagamento na planilha, classificar a nota fiscal e guardá-la no lugar certo para a próxima prestação de contas; passar... ai, cansei.

- Porcentagem de progresso na prioridade do dia, que era revisar meu artigo convidado: ZERO.

 

Terça-feira, 26/2/2013

Grau de possibilidade de fazer qualquer tipo de prestação de contas hoje: ALGUM

Alguma prestação de contas feita? NÃO

Razões: 

- Quatro horas passadas corrigindo provas do curso Origem da Vida, seguidas de uma boa hora ponderando com meus estagiários no laboratório o que fazer com alunos que respondem que "o ser humano já existia 65 milhões de anos atrás, na época em que os dinossauros foram extintos". Reprovar automaticamente? Amarrar numa cadeira e obrigar, no melhor estilo Laranja Mecânica, a assistir ao Jurassic Park repetindo "Não é verdade, Não é verdade" a cada 30 segundos? Fazer escrever 100 vezes no quadro "o ser humano não coexistiu com dinossauros" para ter direito à nota ser lançada no boletim? Questão ainda em aberto. Contribuição para a realização das minhas prestações de contas: NEGATIVA

- Uma hora de seminário do laboratório sobre artigo de outro laboratório a respeito do encéfalo do elefante. Pep-talk motivacional para a equipe sobre como nosso trabalho contando neurônios e outras células do encéfalo do elefante vai ser importante, e de meus planos revolucionários de introduzir o capitalismo no laboratório e remunerar a equipe diretamente pelo grama de tecido processado. Contribuição da atividade para a prestação de contas: APENAS MAIS DOR DE CABEÇA FUTURA, já que vou ter que encontrar uma maneira de fazer o pagamento dos serviços. Mas é um exercício de criatividade que vale a pena.

- Duas horas passadas revendo uma dissertação de graduação de uma aluna do laboratório, entremeadas de e-mails aleatórios mas sempre todos urgentes, respostas a questões variadas da equipe do laboratório, pausas para ir ao microscópio ver o problema da vez.

- Atividades realizadas mas não contabilizadas aqui: comer, beber água, levantar para esticar as pernas, ir no banheiro. Atividades não contabilizadas aqui porque sequer foram realizadas: qualquer tipo de socialização com colegas de corredor, amigos, colaboradores, jogar conversa fora no jardim, olhar o dia.

 

Segunda-feira, 25/2/2013

Grau de possibilidade de fazer qualquer tipo de prestação de contas hoje: NULO

Razões: 

- Manhã passada por conta da Rede Globo e o programa da Fátima Bernardes. Ainda assim, deu para escrever no camarim a coluna para a Mente & Cërebro e uma carta de recomendação para o mestrado de uma aluna. Chance de ir adiantando as prestações de contas no iPad, contudo: INEXISTENTE

- Chegando ao laboratório: duas horas de reunião com os outros professores de neurociências para a medicina. Resolvemos muitas coisas sobre o novo esquema de provas (em dias e horários aleatórios, muaahahhahahha!!), mas infelizmente nada sobre minhas prestações de contas. Progresso, portanto: NENHUM

- Perda de sinal da internet no final da tarde. Hmm? Vida sem internet? Existe? 

- Quando a internet voltou: DUAS HORAS atuando como agente de viagens para achar um hotel em Brasília a serviço do CNPq e conseguir passagens pela TAM, usando um crédito que deveria ter sido devolvido ao meu cartão, mas que naturalmente não foi. Contribuição da atividade para minha prestação de contas: NEGATIVA, inclusive porque a viagem será paga com um auxílio-avaliação do CNPq sobre o qual, agora me dei conta, não tenho certeza como terei que prestar contas. É. Não conseguir fazer a prestação de contas ainda me arranja mais prestações de contas a fazer...