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Mar162011

Para comer sem gluten

Escrevi a coluna da Folha desta semana sobre como várias pessoas (eu inclusive) descobrem que suas enxaquecas desaparecem quando eliminam radicalmente o gluten de suas dietas, e várias pessoas escreveram perguntando sobre como fazer isso. É bem mais fácil do que parece, mas seguem aqui algumas dicas.

O que não comer: nada que tenha trigo, cevada ou centeio em sua composição. Isso inclui tudo o que seja feito com farinha de trigo, então lá se vão massas, bolos, pães e biscoitos de modo geral - bom, pelo menos os mais fáceis de encontrar em supermercados, que são feitos com trigo. Também inclui todos os pães à base de trigo, inclusive os "integrais", "naturais" ou o que for. E inclui, para a tristeza de alguns, a cerveja, feita à base de cevada (oooohhh...). A parte boa é que morar no Brasil torna a tarefa fácil: por lei, todos os rótulos são obrigados a indicar se o alimento contém gluten ou não. Por razões de segurança, aqueles que não contêm gluten em sua fórmula mas são feitos em fábricas que processam gluten também se dizem conter gluten. É o caso de alguns iogurtes. Mas para quem não é celíaco mesmo mesmo, esses alimentos em geral são seguros.

O que comer, então? Massas de arroz, fáceis de encontrar na prateleira de produtos orientais do seu supermercado favorito; pães à base de arroz ou mandioca (meu favorito é o que eu mesma faço, à base de polvilho azedo); biscoito de polvilho; bolos à base de creme de arroz ou fubá, ou, meu preferido, bolo de chocolate sem farinha. Hmmmm :o)

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Reader Comments (17)

A vida sem biscoito é infeliz. Rs.

March 16, 2011 | Unregistered CommenterÉrika

Eu tenho experimentado ficar sem glúten 6 dias por semana (no sábado eu como à vontade) e tenho notado uma redução significativa das minhas dores de cabeça (que nunca chegaram a ser enxaquecas, apenas dores de cabeça que são resolvidas com duas neosaldinas).

Estou agora reunindo forças para:
1) testar a teoria passando alguns dias comendo glúten como eu comia antigamente e verificar se tenho mais dores de cabeça.
2) caso a teoria de que o glúten é o principal provocador das minhas dores de cabeça, removê-lo totalmente da minha dieta (por seis dias da semana é fácil. O sétimo parece ser o mais difícil).

March 17, 2011 | Unregistered CommenterAdolfo Neto

Suzana, eu já era fã... agora gamei!!!

Uma pergunta básica de não comedora de gluten...

Manter a alimetação sem gluten é mais fácil na Austrália ou no Brasil?

March 17, 2011 | Unregistered Commenterflavia

Oi Flávia,

cada país tem as suas vantagens. A do Brasil é a legislação, que torna obrigatório estampar "CONTÉM GLUTEN" ou "NÃO CONTÉM GLUTEN", assim, em letras maiúsculas, nos rótulos. A da Austrália, por outro lado, é a disponibilidade de alimentos alternativos: nos vários supermercados que frequentamos, havia mais de uma prateleira de produtos sem gluten nas seções de biscoitos, de pões, cereais, e até barrinhas energéticas. Eles não facilitam a vida com o rótulo separado como no Brasil, mas toda menção a trigo nos ingredientes é feita em negrito (bem como as menções a derivados de leite e a amendoim, os alérgenos mais comuns). Então... eu diria que é bastante fácil não comer gluten no Brasil, sim!

um abraço
Suzana

March 18, 2011 | Unregistered CommenterSuzana

Suzana, eu li sua materia na Folha, muito boa. parabens. beijos

March 18, 2011 | Unregistered CommenterElisa

Suzana, me indicaram seu blog, e eu adorei!

Eu tenho suspeita de DC e voltei à dieta pra fazer a biópsia que deveria ter feito e não fiz quando houve a suspeita do diagnóstico...

Quando li seu texto sobre o fim das enxaquecas, senti como se o texto fosse meu. Aconteceu a mesma coisa comigo!! Tirar o glúten da minha alimentação fez eu até esquecer que comprava "Cefalium" para minhas cefaléias intermináveis, fez eu deixar vencer meu estoque de paracetamol...

Voltei a comer, pra ver se é DC ou não, mas vou acompanhar seu blog de perto agora.

Parabéns!

March 18, 2011 | Unregistered CommenterHeloisa

Oi Suzana, é muito bom saber o impacto na vida das pessoas da lei do "Contem Gluten" e "Não contem Gluten". Este é um trabalho incrível das ACELBRAs.
Uma entidade sem fins lucrativos que nos ajuda celíacos e sensíveis ao gluten a vivermos com mais autonomia.

Eu ingenuamente achava que comprar na Australia era mais fácil e mais seguro.

Aproveitando a repercussão do seu blog estamos divulgando em pdf algumas cartilhas a respeito do viver sem gluten: Guia do consumidor, Crianças indo para a escola e outros. No site da Acelbra do Rio de Janeiro.

carinhosamente,
flavia

March 19, 2011 | Unregistered CommenterFlavia

Olá, Suzana. Já existem estudos científicos sobre isto?

March 19, 2011 | Unregistered CommenterTiago

Parabéns pelo artigo. Quero ilustrar seu blog com uma experiência pessoal. Há um ano e 10 meses atras descobri que estava com uma possível esteatose hepática, ou seja, gordura no fígado e vesícula. Depois de consultar um gastro, procurei ajuda de uma Nutricionista Funcional que preparou uma prescrição dietética retirando a gordura ruim da minha alimentação juntamente com o gluten pois antes de qualquer intervenção na vesicula eu precisava primeiramente curar o fígado. Após 6 meses de mudança de hábito incluindo caminhadas frequentes e cumprindo a risca o recomendado pela nutricionista realizei nova ultrassom abdomen total e já não tinha mais a gordura no fígado. Com a retirada do gluten e dieta alimentar sai do manequim 44/46 para 38. Hoje minha alimentação é a base de massa de arroz (pizza, macarrão, bolo, pão, biscoito), sorvete sem gordura, óleo de linhaça, azeite extra virgem, gordura boa (nozes, castanhas pará e caju, açia, água de coco, etc.), frutas, legumes, verduras e arrz integral. Raríssimas vezes faço uso do gluten e a retirada dele do meu dia a dia me fez e me faz sentir muito melhor.

March 20, 2011 | Unregistered CommenterRejane-RJ

Olá Suzana, boa tarde.

Gostaria de saber as vantagens em não comer glutém para quem não tem dor de cabeça quando come...

March 22, 2011 | Unregistered CommenterKpr4

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