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Oct172010

Sou ateia e sinto-me discriminada. Pronto, falei.

Pouco importa o que Dilma e Serra de fato pensam sobre aborto. Em campanha, eles dirão o que o povo brasileiro deseja ouvir - e não os culpo nem um pouco por isso. Se o que o povo deseja ouvir é que o(a) futuro(a) chefe de nosso Estado teoricamente laico é temente a Deus e aos valores das religiões católica e evangélica, assim será. Por quê? Porque, no nosso país, ser ateu é feio. Ateus não são confiáveis. Ateus não podem ser chefes de Estado nem devem confessar em cadeia nacional sua não-crença, como minha mãe bem me advertiu lá no começo da minha carreira de declarações públicas ("Olha o Fernando Henrique, até ele passou a falar em Deus!").

Segui o conselho de minha mãe por dez anos, resignada e crendo que, de fato, pouco deveria importar para os outros se eu pessoalmente acreditava ou não em Deus ou seguia alguma religião em particular. Mas agora, irritada ao ver os jornais e as campanhas políticas dominadas pelo discurso religioso, resolvi que não me calo mais: sou ateia, sinto-me discriminada por causa de minha crença na não-existência de um Deus (nem de vários), e agora vou fazer ativamente campanha em prol do respeito à não-crença.

Crenças são produto do cérebro: modelos internos que criamos para explicar acontecimentos sistemáticos, não importa se baseados em evidências ou não, dentro dos quais nossos valores e experiências de vida se encaixam, e que nos ajudam não só a explicar eventos quanto a predizê-los, o que por sua vez ajuda a orientar nossas ações. Pessoas diferentes creem na bondade dos homens (ou na sua maldade intrínseca), na pureza das crianças, em guardar dinheiro na poupança, creem no governo, em educar-se muito e sempre ou em fazer o bem ao próximo.

A crença em Deus, em particular, resolve muitas questões de uma vez só: para começar, todas aquelas em que não conseguimos identificar um agente responsável pelos acontecimentos. A colheita foi boa? Deus quis. Foi péssima? Obra Dele, também, por algum de seus desígnios. Surgiu um câncer? Desapareceu sozinho? Nossos olhos e ouvidos internos são estruturas complexas e aparentemente improváveis? Obra de Deus.

Uma alternativa é aceitar que cânceres, dilúvios, seres altamente complexos e tantas outras coisas simplesmente acontecem, sem um Agente identificável. São obra do Acaso, ou da Natureza, ou de algum outro agente ainda não identificado. Para mim e meus colegas ateus (ou agnósticos: não vejo diferença prática entre uns e outros, assim como não vejo diferença entre crer na inexistência de Deus ou não crer na Sua existência), essa é nossa crença. A crença em um Ser superior, portanto, é tão boa quanto qualquer outra crença, posto que são crenças, justamente: nem melhor, nem pior.

E no entanto, não temos liberdade para dizer que não cremos em Deus, ou que acreditamos em debates (sobre o aborto ou o casamento gay, por exemplo) que NÃO envolvam a religião. É devido à imposição de Deus, crença aparentemente compulsória nesse país, que tem-se o nojo que anda o jornal O Globo e, nojo dos nojos que deixou minha ínsula absolutamente revoltada, a revista Veja da semana passada (digo isso somente agora, tarde demais para que meu repúdio gere curiosidade e os ajude a vender exemplares).

Pois cansei de ser discriminada. Quero ter direito à liberdade de exercer minha não-religiosidade e a não ser considerada pior do que os religiosos por não crer em Deus. Defendo os direitos dos religiosos de curtirem suas crenças em paz, e acho o máximo conhecer a cultura, os valores e as particularidades de judeus, muçulmanos e tantos outros - mas está na hora de os não-religiosos também terem a sua não-crença respeitada.

E respeito começa pela não-imposição de valores. Assim como não desejo que todos os brasileiros abandonem suas crenças particulares, repudio ardentemente a imposição de valores católicos ou evangélicos ou de qualquer outra religião à política e aos meus direitos civis. Quero um Estado laico de fato: que respeite a diversidade de crenças, incluindo aquela na inexistência de Deus, e não tome decisões pautadas por religião alguma. Não acredito em Deus, mas acredito no ser humano, acredito em fazer o bem, e acredito que nossa liberdade tem que ter limite onde nossas crenças e ações começam a interferir na liberdade dos outros.

E a partir de agora, podem ter certeza que vou responder com todas as letras toda vem que me perguntarem, em cadeia pública ou em particular: sou ateia. Não acho necessário invocar um Deus criador, onipresente e onisciente para explicar o mundo, nós mesmos ou nossas ações, não acredito que ele exista, e creio que ele de fato não existe. Faço o bem porque acredito em fazer o bem e acredito nas pessoas, e não por temor a um Deus. E não acho que eu seja uma pessoa pior porque minha vida é pautada em valores que não incluem um Deus. Pronto. Assim vou fazer minha parte pela liberdade de expressão religiosa *e* não-religiosa. Inclusive porque, como Fernando Pessoa bem escreveu, não ter Deus é um Deus também...

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    E tenho que agradecer de coração à Suzana Herculano Heuzel, que salvou minha vida hoje. Demorei pra ler o longo artigo, já via a luz do trem (a arma na mão) quando consegui superar a dor da perna quebrada e sair de sobre os trilhos.
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Reader Comments (407)

Parabéns pelo texto. Você conseguiu sintetizar de maneira bem clara o que eu penso sobre religião e a forma que o assunto está sendo tratado na eleição presidencial. Eu até chego a considerar a hipótese de existir algum tipo de interferência externa na criação do universo e da vida, mas, com certeza não nesse Deus "humano" criado pelas religiões.

October 17, 2010 | Unregistered CommenterMarc

Realmente lastimável que o debate político tenha decaído ao ponto onde está, com ambos os lados rastejando para não ofender superstições da Idade do Bronze. Acho que é nosso papel, enquanto professores, pesquisadores e formadores de opinião, mostrar à sociedade que o número de não-crentes é muito maior do que se vê, e que não aceitamos mais esta marginalização!

Abraços, e bem vinda ao clube! :)

October 17, 2010 | Unregistered CommenterFelipe Campelo

Bravo! A discriminação contra ateus e agnóstico não é defeito apenas do Brasil e não por acaso vários cientistas estão adotando posições mais ativas em defesa desta minoria. Que bom que você se uniu ao clube do físico Weinberg, do biólogo Dawkins, do escritor e jornalista Hitchens etc.

Do ponto de vista filosófico e lógico há diferenças entre agnóstico e ateu, sendo o primeiro que não acredita (em nada transcendental) e o segundo que acredita (é um ato não racional) na inexistência de algo transcendental. Mas em termos práticos, especialmente em termos de defesa desta minoria, não faz diferença alguma.

October 17, 2010 | Unregistered CommenterSamuel Rocha de Oliveira

Um texto que parece saído de dentro da minha cabeça!!!!

October 17, 2010 | Unregistered CommenterAlex Rodrigues

Tomei a liberdade de divulgar no meu blog:
http://umaateiadebomhumor.blogspot.com/2010/10/sou-ateia-e-sinto-me-discriminada.html

October 17, 2010 | Unregistered CommenterÅsa Heuser

Concordo, sinto na pele esse preconceito também. Mas ele só me faz querer deixar mais claro pro mundo que eu sou sim, ateu. E que isso não me torna imoral.

October 17, 2010 | Unregistered CommenterAndré Rocha

é este tipo de alinhamento q temos tentado defender. me sinto ofendido e reprimi a não crença por muito tempo, ja passou da hora de sairmos armário

desde q comecei a militar e ajudar no combate ao preconceito, junto ao blog bule voador e à liga humanista secular (lihs), da qual sou diretor geral agora, me sinto uma pessoa bem melhor, menos reprimida e mais completa, sem contar q me faz bem ajudar aqueles q sofrem os mesmos problemas q nós.

um abraço

October 17, 2010 | Unregistered CommenterPedro Almeida

São coisas de país atrasado mesmo. Só discordo de quem diz qu eser ateu não faz ninghuém melhor. Ora, claro que sou melhor do que qualquer um que viva em um mundo de ilusões e contos da carochinha e que se recuse a crescer a ponto de precisar de um "pai" mitológico!

October 17, 2010 | Unregistered CommenterMarcello Santo Nicola

São declarações assim que fazem uma honra ser ateu. Meus parabéns pela coragem e iniciativa. Espero que tome gosto de também se fazer presente em organizações como a UNA, a ATEA e tantas outras

October 17, 2010 | Unregistered CommenterIoldanach

Olá Suzana. Senti um grande conforto ao ler sua postagem, é bom saber que uma pessoa lúcida como você possui esta posição de espírito livre. Está enraizado em nossa cultura humana que para ser bom, justo, moral e ético é preciso crer em um Deus fantasioso e seguir uma religião, o que definitivamente não é regra geral, o ser humano é por si só capaz de ser bom, é algo intríseco. Por meio de uma postagem sua aqui no site conheci o biólogo e escritor Richard Dawkins e seu livro "Deus, um delírio" o qual estou lendo e apreciando muito, apresenta grandes argumentos a favor do ateísmo e contra a religiosidade fundamentalista. Desde criança nunca me senti bem com a religião em que fui criado, minha mãe sendo católica fervorosa me obrigava a ir à missa com ela, não me sentia bem naquele ritual, um instinto natural me dizia que aquilo não fazia o menor sentido, agora com 21 anos apesar de não ir mais as missas e ser ateu convícto nunca falei isso para minha mãe, pois irá desapontá-la muito, espero uma dia encontrar uma forma de dizer.
Não sou muito por dentro de campanhas políticas, e sempre fico em dúvida na hora de votar, mas hoje pela campanha transmitida pela televisão dos candidátos Serra e Dilma me fez ter certeza da decisão, por um simples detalhe, enquanto Serra usa de uma jogada colocando pastores falando em seu favor em seu programa de campanha, pastores que usam da ingenuidade de pessoas incautas para arrancar-lhes seu dinheiro, Dilma sedeu espaço para o cientista Miguel Nicolelis e um educador que memorizei seu nome. Fica claro a estratégia de Serra que quer mostrar que é próximo a religiosos, mesmo não sendo, talvez, para ganhar votos, estratégia ao meu ver suja, uma vez que o estado é laico.

October 17, 2010 | Unregistered CommenterPaulo

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