Você teria um substituto?
É perfeitamente plausível, e o filme usa bem essa ideia: já que sabemos acoplar interfaces robóticas ao corpo-cérebro, e podemos usar essas interfaces também para detectar estímulos e repassá-los ao cérebro, é em princípio apenas uma questão de tempo e dinheiro até se tornar factível controlarmos, à distância, substitutos ("surrogates", o título original do filme). Esses robôs andariam por aí, representando-nos, interagindo com o mundo através de sua pele e nosso cérebro enquanto continuamos em casa, controlando-os à distância. Nesse mundo já mais que teoricamente possível, viveríamos nossas vidas do sofá.
Gostei um bocado do filme. Meu marido, o roteirista de plantão, tem uma série de críticas (resumidas por "deixaram um estagiário no lugar do roteirista!"), e de fato ficam uns buracos no filme (infelizmente não posso dizer quais, sob pena de estragar várias surpresas da estória). Concordo, mas o filme é uma ótima experiência mesmo assim: vale o exercício mental de pensar como pode vir a ser a vida se levarmos a tecnologia criada por Miguel Nicolelis e outros neurocientistas a esse ponto...
Monday, November 2, 2009 at 07:23AM |
Suzana Herculano-Houzel | tagged
Do plantão da neurocientista,
Mídia
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Reader Comments (5)
Acredito que será uma era de sedentarismo total. Gente mais gorda ainda! Talvez fazendo mais coisas excusas dod que já se faz pessoalmente.
Espero que isso ("robôs andariam por aí, representando-nos, interagindo com o mundo através de sua pele e nosso cérebro enquanto continuamos em casa, controlando-os à distância") não aconteça. Não vejo sentido nisso. Pelo menos não para a maioria de nós. Talvez essa tecnologia sirva para policiais nas favelas do Rio..
Sugiro que leiam A MISSÃO DA TECNOLOGIA, de Valdemar Setzer, para entenderem porque este não é um bom uso da tecnologia.
Acho que as pessoas jamais usariam isso pra viver, como sugere o filme.
O dia que isso for economicamente viável, nosso estilo de vida será TOTALMENTE diferente... talvez não exista o que a gente chama de casa, ou ir lá fora, WHO KNOWS?
Quando as interações homem maquinas estiverem afinadas a esse ponto... simulacros serão bem mais interessantes que a realidade... Muito mais Matrix que Surrogates
Vejam mais comentários meus sobre o filme no meu blog:
http://neurocientistamaluco.blogspot.com/2009/11/ficcao-cientifica-baseada-em-fatos.html
"Surrogates" é uma mistura de "Matrix"+"Wall-E"+"Duro de Matar", mas o mais interessante é o início de um filme de ficção como esse ter seu início totalmente baseado em fatos reais, ou seja, a interface cérebro máquina.
Guys, chek it
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