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Monday
Nov022009

Você teria um substituto?

É perfeitamente plausível, e o filme usa bem essa ideia: já que sabemos acoplar interfaces robóticas ao corpo-cérebro, e podemos usar essas interfaces também para detectar estímulos e repassá-los ao cérebro, é em princípio apenas uma questão de tempo e dinheiro até se tornar factível controlarmos, à distância, substitutos ("surrogates", o título original do filme). Esses robôs andariam por aí, representando-nos, interagindo com o mundo através de sua pele e nosso cérebro enquanto continuamos em casa, controlando-os à distância. Nesse mundo já mais que teoricamente possível, viveríamos nossas vidas do sofá.

Gostei um bocado do filme. Meu marido, o roteirista de plantão, tem uma série de críticas (resumidas por "deixaram um estagiário no lugar do roteirista!"), e de fato ficam uns buracos no filme (infelizmente não posso dizer quais, sob pena de estragar várias surpresas da estória). Concordo, mas o filme é uma ótima experiência mesmo assim: vale o exercício mental de pensar como pode vir a ser a vida se levarmos a tecnologia criada por Miguel Nicolelis e outros neurocientistas a esse ponto...

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Reader Comments (5)

Acredito que será uma era de sedentarismo total. Gente mais gorda ainda! Talvez fazendo mais coisas excusas dod que já se faz pessoalmente.

November 2, 2009 | Unregistered CommenterBernadete de Paula

Espero que isso ("robôs andariam por aí, representando-nos, interagindo com o mundo através de sua pele e nosso cérebro enquanto continuamos em casa, controlando-os à distância") não aconteça. Não vejo sentido nisso. Pelo menos não para a maioria de nós. Talvez essa tecnologia sirva para policiais nas favelas do Rio..

Sugiro que leiam A MISSÃO DA TECNOLOGIA, de Valdemar Setzer, para entenderem porque este não é um bom uso da tecnologia.

November 2, 2009 | Unregistered CommenterAdolfo Neto

Acho que as pessoas jamais usariam isso pra viver, como sugere o filme.
O dia que isso for economicamente viável, nosso estilo de vida será TOTALMENTE diferente... talvez não exista o que a gente chama de casa, ou ir lá fora, WHO KNOWS?
Quando as interações homem maquinas estiverem afinadas a esse ponto... simulacros serão bem mais interessantes que a realidade... Muito mais Matrix que Surrogates

November 2, 2009 | Unregistered CommenterK-prA

Vejam mais comentários meus sobre o filme no meu blog:
http://neurocientistamaluco.blogspot.com/2009/11/ficcao-cientifica-baseada-em-fatos.html
"Surrogates" é uma mistura de "Matrix"+"Wall-E"+"Duro de Matar", mas o mais interessante é o início de um filme de ficção como esse ter seu início totalmente baseado em fatos reais, ou seja, a interface cérebro máquina.

November 2, 2009 | Unregistered CommenterRaymundo

Guys, chek it
paper writing service

May 26, 2010 | Unregistered Commenterrebeca

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