Hoje

Aulas, aulas e mais aulas...

Posts recentes
« Por um sentido na vida | Main | A entropia da minha cozinha tende ao máximo »
Monday
Jan192009

Qual é a mãe?

O fim de semana com os amigos reuniu quatro crianças - 3, 5, 8 e 9 anos - na mesma casa, com espaço de sobra para elas ficarem à vontade. Não brincamos de contar quantas vezes ouvimos a palavra "Mãe" sendo chamada por crianças que queriam água, brinquedo, carinho, comida, ajuda no banheiro, atenção, mais água, o papel que voou, ou só praticar a fala ou pontuar as frases, mas ficou a impressão de que "mãe" e suas variantes deve ser, de longe, a palavra mais pronunciada do mundo.

E aqui a curiosidade: na grande maioria das vezes, sabíamos de longe qual das três mães era requisitada. Como? Truque do cérebro, claro, que aprende a distinguir o chamado do próprio filho. Parece que, com a experiência, ocorrem modificações no córtex cerebral auditivo, responsável pelo processamento dos sons e sua diferenciação de outros (por exemplo, de "mães" produzidas por outros timbres de voz), e também nas estruturas do tronco cerebral que nos acordam e despertam a atenção: locus coeruleus e formação reticular mesencefálica ficam especialmente sensíveis aos chamados dos próprios filhos, mas não dos dos outros.

Muito útil, por sinal, quando uma de várias crianças chora à noite: somente a mãe certa acorda, e as demais seguem seu sono em paz. Embora meu marido, que trabalha madrugadas adentro no escritório, garanta que, desde que ele veio morar conosco, às vezes eu não acorde mais. Alguma parte do meu cérebro deve ter aprendido a monitorar, mesmo adormecida, quando ele ainda não está na cama, e portanto pode acudir a criança que chorar ou tossir... enquanto eu durmo o sono merecido das mães!

EmailEmail Article to Friend

Reader Comments (2)

Olá. Já vivenciei inúmeras destas situações, experimentando-as, inclusive, quando minha primeira filha, hoje com 15 anos, era pequenina. Hoje tenho mais uma enteada de 11 e um menino de 8 anos além de inúmeros sobrinhos, bastante próximos e, francamente, atendo a todo e qualquer chamado de "mãe", como se fosse minha prole me requisitando, às vezes até quando saio só. Nunca me achei destas mães paranóicas, que vivem única e exclusivamente para os filhos. Será que meu cérebro deu sinais de exaustão?

January 24, 2009 | Unregistered Commenterpatricia orestes

sou psicologa e atuo como coordenadora pedagógica numa escola de sp. estou procurando um texto seu que saiu no caderno equilibrio que fala sobre a importancia de ninar os filhos na hora de dormir. que é isso que dá segurança e carinho a eles. em tempos de "nana nene", argumentos como esses sao poderosos. mas nao estou encontrando o artido, se puderem enviar, agradeço!

February 29, 2012 | Unregistered Commenterdaniela

PostPost a New Comment

Enter your information below to add a new comment.

My response is on my own website »
Author Email (optional):
Author URL (optional):
Post:
 
Some HTML allowed: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>